segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Quais os limites do humor????

Não sendo uma pessoa que goste especialmente de protagonismos e sentindo que tenho uma mente sã em corpo (mais ou menos) são, é-me indiferente o que outros pensem sobre aquilo que digo ou escrevo, muito menos tenho qualquer necessidade de "dar nas vistas". Por conseguinte a critica fácil que façam a algo que eu diga ou escreva, é-me completamente indiferente. Completamente? não completamente (como nas histórias de Astérix o gaulês) há umas quantas situações, perante as quais fico sem saber como reagir.


Ora, participando eu no Blog de uma amiga brasileira, muito recentemente fiquei sem saber como reagir, quando ela criticou o tipo de humor de dois vídeos dos "Contemporâneos" que coloquei num post, sobre a governabilidade de Portugal. Numa situação normal, não teria dado a mínima importância ao assunto pois cada um é livre de gostar ou não, e nem sequer teria respondido, mas....o blog é dela e sendo o blog dela, tenho eu o direito de fazer algo que lhe desagrade? algo que a faça sentir mal dentro do seu espaço? acabei por retirar os vídeos apesar de depois ela ter protestado... só que esse também não sou eu, acabei por me violentar! mas será que devo dar mais importância aos comentários dela (por ter sido convidado a participar) do que a qualquer outro participante ou comentador do Blog? Não sei, pois também existe o ditado "Naterra do bom viver, faz como vires fazer"... só que eunão gosto especialmente da tera do bom viver; nessa terra normalmente instala-se uma paz que acaba por apodrecer e que, por isso, não beneficia ninguém. No entanto, gostava de saber quais são os limites do humor, pois eu não tenho essa noção!
Sendo eu Católico Apotólico Romano Praticante, não tenho problemas em dizer que li "O Código Da Vinci", que achei uma tolice a Igreja Católica excomungar um livro....diga ele o que disser...assim como muitas outras incongruências, mas esta prosa toda era apenas para justificar dois videos que vou colocar apenas porque os acho engraçados e, de alguma maneira, brincam com a Igreja Católica.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A tristeza que isto me dá.....







Hoje dia 1 de Dezembro é Feriado Nacional. Neste dia, no ano de 1640 um punhado de portugueses escorraçaram os espanhóis do nosso território...



Hoje em dia, nem sequer se sabe qual é a diferença entre um Dia Santo e um Feriado Nacional....e é triste a ignorância de um povo que desconhece a sua história, bem como a hipocrisia de um governo que, muito "correcto politicamente" diz que o estado não tem religião e manda tirar os crucifixos das escolas e acabar com as aulas de Religião e Moral, mas não tem coragem para pôr toda a gente a trabalhar nos Dias Santos, ou, em opção, considerar Dias Santos os dos Muçulmanos e dos Judeus.



Para este povo, o importante é que é apenas mais um dia em que não se trabalha; para este governo (e os outros são iguais), o importante é estar de bem com Deus e com o Diabo; por um lado diz-se aos nossos parceiros comunitários que o estado não tem religião, mas por outro e porque não interessa afrontar o povo (leram a lição e não se esqueceram que o que deitou abaixo a 2ª maioria absoluta do Cavaco foi a tolerância de ponto do Carnaval), não assumem perante o dito povo que o estado não tem Religião e deixam andar...porque assim o povo continua na sua santa (com letra pequena) ignorância e não chateia ninguém. Bendito povo, bendito governo. Que raio de insatisfação a minha.

Política à portuguesa....

Será Portugal um país ingovernável? Com seriedade, não sei responder, mas pelo menos começo a pensar que em democracia, pelo menos, este pequeno país está condenado ao fracasso, senão vejamos: O actual governo só não é uma ditadura porque foi eleito, de resto existe na actual maioria a democracia do partido único. O partido do governo apoia incondicionalmente as politicas do governo por mais obtusas que sejam. Poderia ser de outra maneira? Na verdade, as maiorias absolutas têm destas coisas, os partidos que as têm detido absteem-se de confrontar os lideres partidários que têm sido 1ºs ministros. Por outro lado governar sem maioria é impossível pois tome um governo as medidas que tomar, para a oposição, essas medidas são sempre reprovadas no parlamento. Neste sentido é interessante ver os jogos de cintura e inflexões de 180º que os partidos vão fazendo e refazendo consoante são governo ou oposição. Ora, muito recentemente a líder do maior partido da oposição, num almoço onde discursou, disse que "...a democracia em Portugal deveria ser suspensa por seis meses...", gaffe ou, ironia, não o sei dizer, no entanto e apesar de eu pensar que já vivemos na "ditadura do partido maioritário que é incapaz de afrontar o líder", gostaria de perceber como seria feita essa suspensão da democracia e mais...será que não é essa mesmo a opinião de Manuela Ferreira Leite? mas pior ainda...será que eu próprio não começo a pensar o mesmo? é que ao que parece, já Júlio César dizia que "nos confins da Ibéria vivia um povo que nem se governava nem deixava governar" portanto como é impossível trocar de políticos, pois esses sim são notoriamente rascas, talvez fosse melhor mudar o sistema político ou então contratamos "os Contemporâneos" que, ao que penso, encontraram uma solução para o deficite de oposição ao actual governo.